O diretor Mauro Lima e o ator Selton Mello fizeram uma das melhores dobradinhas do cinema nacional em Meu Nome Não É Johnny (2008). Infelizmente, o resultado não foi o mesmo em Reis e Ratos, que estreia sexta nos cinemas.
A ideia do diretor, que também escreveu o roteiro do filme, é interessante: personagens caricatos reunidos no período pré-golpe militar de 1964. Na trama, o espião americano Troy Somerset (Mello) é casado com a brasileira Leonor (Paula Burlamaqui) e ama viver no país, mas se vê obrigado a atender aos interesses dos EUA, ajudado sempre por major Esdras (Otávio Müller), dupla responsável pela maioria das boas cenas do filme.
Mas a premissa de Reis e Ratos -mostrar os bastidores da política brasileira de 1963- não funciona. O roteiro falha na hora de interligar as histórias de Troy, Leonor e Esdras com a do radialista paranormal Hervê Gianini (Cauã Reymond), o vigarista Roni Rato (Rodrigo Santoro, irreconhecível) e a cantora Amélia Castanho (Rafaela Mandelli).
Isoladamente, porém, os personagens são até divertidos, o que acaba deixando o filme mais parecido com uma reunião de boas esquetes.
As participações menores dos comediantes Marcelo Adnet e Gregório Duvivier, além de Seu Jorge no papel do marinheiro Américo Vilarinho, chamam a atenção.
Um mérito do longa, porém, é ter apostado em algo diferente de quase tudo que já foi feito no cinema nacional: reunir humor, romance e ação, com atmosfera de filme policial americano dos anos 1940. (da Folhapress)
Fonte: Jornal de Hoje
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http://youtu.be/TvI6IgIkVow
A Warner Bros. Pictures divulgou o cartaz final de Reis e Ratos, longa-metragem nacional dirigido por Mauro Lima (Meu Nome Não É Johnny) e produzido por Paula Lavigne, que estreia nos cinemas brasileiros em 20 de janeiro de 2012.
A arte traz o elenco do filme que conta com Selton Mello (A Mulher Invisível, O Palhaço), Cauã Reymond (Se Nada Mais Der Certo), Rafaela Mandelli (Meu Nome Não é Johnny), Rodrigo Santoro (Os Desafinados), Seu Jorge (Cidade de Deus, Tropa de Elite 2) e Otávio Müller (A Mulher do Meu Melhor Amigo). Também participam do longa Marcelo Adnet, Paula Burlamaqui, Bel Kutner, Daniel Alvim, Kiko Mascarenhas, Orã Figueiredo, Hélio Ribeiro, Gregório Ouvivier, Edilson Barros e Oberdan Jr.
A música tema foi composta por Caetano Veloso especialmente para o filme.
Cena inicial: Estado do Rio de Janeiro, 1963. Um coreto no centro de um pequeno município explode no exato momento da abertura de uma gincana local. O alvo do atentado é uma cantora de boate, cuja presença é uma das tarefas da efeméride anual. A mulher, porém, escapa ilesa. Pouco antes do coreto ir pelos ares, ela escuta no rádio do automóvel uma estranha transmissão; o locutor, em transe, revela o plano que pretendia vitimar a ela própria. Esta é a cena inicial de Reis e Ratos. A partir daí o filme conta, através de uma narrativa em flash-back, uma espécie de parábola suja da Guerra Fria. A trama e suas situações conduzem o espectador por entre a atmosfera conspiratória das vésperas do golpe militar de 1964 e seus ecos, nas ruas da cidade e nos corredores da Embaixada Americana.
Reis e Ratos cria uma narrativa obscura e delirante ocorrida numa certa “antessala” dentro do cenário golpista. Tudo é contado pelo ponto-de-vista de um grupo de personagens. Todos são parte integrante ou, de algum modo, ligados à conspiração golpista. São eles: um agente da CIA locado no Rio de Janeiro (Selton Mello), um vigarista, ex-cafetão e viciado em anfetaminas (Rodrigo Santoro), um locutor de rádio (Cauã Reymond), uma crooner de boate (Rafaela Mandelli), um Major da Aeronáutica (Otávio Müller).
Fonte: Cinema 10





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