Marcelo Adnet
Há exatamente um ano, escrevi a quadragésima e última coluna de 2010, intitulada “Fim, parte um”. Nela, descrevi a melancolia enrustida no colorido das festividades. Propus que cada um fizesse uma análise do ano que passara e afirmei que aquele não era um fim definitivo. Tanto que prometi, que no fim deste ano, iria escrever a segunda parte do fim. Parecia me referir a um dia longínquo, quase virtual.
Mas não é que 2011 teimou em acabar e, como sempre, deixou em nós um imenso vazio? Pois é, os anos são mesmo todos iguais. Dezembro chega e nós, torcedores, nos perguntamos: cadê meu time na tabela? Cadê aquele jogaço de domingo ou aquela pelada após a novela? Cadê a bolinha pintando e a tabela atualizada após aquele golzinho que muda tudo? O bolão, as tuitadas, as provocações, as conspirações, as manchetes, os técnicos que caem, as zebras, as gafes e os vizinhos que gritam? Cadê aquele futebullying chacoteiro e chistoso? E, principalmente, cadê a esperança do torcedor, mesmo que na remota possibilidade? Essa depressão-pós-campeonato marca uma espécie de período menstrual masculino.
Mas, escrevendo sério, acho que esta ausência faz bem. Faz bem porque faz com que olhemos em outra direção, nos inspira a nos alimentar de outras coisas. Faz bem porque cai a idéia tosca de que o sucesso do seu time é o seu sucesso. Vão-se os campeões, ficam os medos; ou pior, o insucesso do seu time faz você perder a autoestima e desconfiar de si. Não somos piores ou melhores por causa do desempenho do nosso time. Também faz bem perceber o gosto do pão e circo, principalmente o amargo das distrações que nos fizeram ficar centenas de horas longe de nossos pais, filhos, amigos, amores, prazeres e obrigações. Vejo alguns amigos arrancando os cabelos, desesperados com seus times, que declaram seriamente que “pô, meu ano acabou, brother”. Só tenho que rir e pedir licença porque já era, já foi. Afinal, quando os fogos estourarem e o calor de janeiro nos abraçar, já será o início de um novo fim. Só nos resta obedecer ao Darwin e aparar as arestas que nos limitam.
Hoje, um ano depois, faço o mesmo exercício de olhar para trás e perceber a soma de tudo que passou: no longínquo janeiro, me apaixonei por Curaçao e suas pequenas praias. Depois fiz trinta anos no paraíso de Turks & Caicos e ainda deu tempo para a cafonice-tendência de Miami . No Brasil, conheci apenas Goiânia. Diminuí de 180 para 100 o número de vôos que fiz. Pude me dedicar a dois programas de TV, duas peças de teatro, dois filmes, campanhas publicitárias e até palestra motivacional.Teve música, carinho, altinha, pôquer, filmes comes e bebes. Creio que foram quase mil “cafezinhos” e mais de cem dias dormindo, a maioria deles interrompidos por uma furadeira e uma maquita, ritmadas pelas marteladas. Quantas vezes fui acordado horas antes do previsto pelas obras que me perseguiram? Toda vez que acordava zonzo, constatava: “quem trabalha à noite não tem direito de dormir de manhã”. Rio aqui sozinho das minhas sagas particulares, somos cheios destas, não é não? E lá no fundo da gaveta busco memórias menos interessantes, como os dias que passei no trânsito, os porres (cada vez mais raros, graças a Darwin), a sala de espera do doutor e o papo do taxista. Também o desespero de arranjar vaga em hospital público para o vovô, que não resistiu e se foi: não o Ceará, mas o meu avô mesmo. Fui criticado e elogiado, odiado e amado; comemorei e lamentei, fui aplaudido e aplaudi, me inspirei e enchi o saco: tudo com tem de ser.
Tenho orgulho de lembrar, elencar e encarar estes momentos. Pelo menos me sinto vivo, ativo, mutante.
E você? Provavelmente também lembrou de traumas e alegrias que te marcaram neste ano.
Por fim, lembro que todas as sextas deste ano, foram mais de quarenta, aprendi muito ao escrever esta coluna. Meu último ato é agradecer a todos com quem trabalhei - do Toninho, nosso editor, que recebe meus e-mails e telefonemas a hora que for, até o moleque que entra na Kombi de madrugada para entregar os jornais. Foi um prazer tão grande chegar até este segundo fim com vocês que em janeiro estaremos juntos, reafirmando nosso vício e nossa esperança no futebol, parte fundamental de nossas vidas.
Obrigado, se cuidem na virada e fui!
Fonte: Caderno de Esportes – O Globo (10/12/11)
Por Marcelo Adnet
Desembarcar de uma Ponte Aérea é sempre um choque. Depois de um voo curto, indo ou vindo, sempre chegaremos a uma cidade muito diferente. Apesar da pequena distância e da grandeza de ambas, Rio de Janeiro e São Paulo são longínquas na geografia, no clima, na cultura e nas suas vocações econômicas. O Rio é dia, é quente, úmido, relaxado, colorido, romântico e desordenado: o jeitinho que faz feliz. Sampa é noite, é frio, objetivo, cinza, rápido, caótico e dinâmico: enriquece e engorda.
Considero um privilégio viver entre as duas há quatro anos, durante os quais nunca vi uma conexão tão real e literalmente gritante quanto a do último domingo.
Estava em casa acompanhando a penúltima rodada do Brasileirão e os vizinhos estavam em polvorosa. O Corinthians, time-copa, instituição que se confunde com o próprio Brasil e provável campeão brasileiro, vencia por um a zero o Figueirense em Florianópolis, para a festa de sempre nas redondezas: berros de “Vai Corinthians!”. Minutos depois, com o gol do Vasco, a torcida arco-íris paulistana se manifestou como de costume, berrando de volta “chuupa!”. Mas o goleador Fred empatou o jogo na terra do açaí, da sandália e da bermuda; imediatamente, aqui, na terra do gel, do wi-fi e do valet parking, os corintianos comemoraram ainda mais: além do tradicional “Vai Corinthians!”, alguns já arriscavam o “é campeão”.
Sentia no ar uma cidade prestes a explodir, o clima semiapocalíptico era típico de comemoração de título. Acabara o jogo em Florianópolis, os gritos se multiplicavam, os primeiros fogos já pipocavam, cachorros latiam, a festa estava pronta. Como não fui convidado para esta festa, tinha que ir ao aeroporto e chegar ao Rio ainda naquela noite para um compromisso importante.
Prevendo o caos iminente na Terra da Garoa, arrumei logo a mochila e me apressei a fechar as janelas para evitar sobressaltos com os fogos: “Amor, dentro de cinco minutos o Corinthians será campeão brasileiro”, anunciei com relativa calma. “Mas o Botafogo não tem mais chance?”, retruca uma alheia e desinformada Dani, diretamente da cozinha, onde esquentava uma sopinha.
Enquanto me preparava psicologicamente para responder à surreal pergunta e os jogadores do Timão se agrupavam no meio do campo na expectativa de comemorar o título, Bernardo fazia o inesperado e confirmava a imprevisibilidade desta edição do Brasileirão. É gol do Vasco. Cancelada a festa que estava armada, confirmada a festa que ninguém esperava. Gritos desesperados, eufóricos e entalados saindo da garganta de são paulinos, palmeirenses, santistas e até do barulhento vizinho de cima, que é torcedor do Náutico. Para completar o quadro inédito, pude ouvir com clareza a festa das torcidas do Palmeiras e do São Paulo aqui ao lado, no Pacaembu. Comemoravam e exerciam o bom e velho Schadenfreude, o fracasso alheio que nos faz alegres. Mágico o gol de Bernardo: foi comemorado no Rio por vascaínos e simpatizantes; e também em São Paulo, por três das quatro principais torcidas. Justas as lágrimas de Bernardo, que precipitavam toda a grandeza de seu ato.
Fiquei feliz com esse “momento Ponte Aérea”, essa integração do farol com o sinal, do pebolim com o totó, da guia com o meio-fio, do da hora com o maneiro, dos alvinegros Adoniran e Pixinguinha. Eu finalmente relaxei e larguei a mochila, Dani e eu pudemos comer a sopinha. Fui ao aeroporto com tranquilidade. Valeu Bernardo!
Amanhã é mais um domingo e chega ao fim o campeonato. Tem um quê de nostálgico nisto tudo, é uma temporada inteira que se encerra e, não importa para quem você torça, todos, do Corinthians ao Avaí, tiveram momentos de euforia e de decepção. Uma longa e coletiva jornada que chega ao fim. Me lembra os pores-do-sol em Curaçao, que fazia questão de assistir, e do sucesso local, a música “Atardi Korsou Ta Bunita”, que dizia: “Mas à tarde também tem tristeza, quando o dia chega ao seu fim. É como se uma parte de nós se fosse, jamais a veremos de novo”.*
Amanhã, o pôr-do-sol será inesquecível para corintianos ou vascaínos. Tenho muitos amigos dos dois lados e ficarei feliz por eles. Mas também será nublado e decepcionante para muitos. Mas não nos preocupemos, amanhã vai ser outro dia! O acaso trará um ocaso para você!
Até semana que vem e fui!
* “Pero atardi tambe tin tristesa, ora dia ta yega su fin. Ta manera un parti di nos ta bayendo, hamás nos lo bolbe miré”, letra original, em papiamentu.
Fonte: Caderno de Esportes, O Globo
Depois do sorteio realizado pela Conmebol, ainda não se sabe exatamente quem pega quem na Libertadores. É um tal de “Colômbia 3″ de um lado, “Brasil 4″ pro outro e, no meio do marasmo, eis que vaza um vídeo que mostra quem, supostamente, pegou o Peru. Sinceramente, nem considerei apertar o play. Afinal, além de evitar certas paisagens, acho que ninguém tem nada com a vida pessoal e privada de ninguém. Deixa quieto a intimidade de cada um: cada banana no seu cacho.
Além disso, o onanismo não compromete o rendimento de um atleta e há coisas muito mais promíscuas que deveriam vir à público. O mais chocante e ultrajante não está sob a cueca, mas sob certas cartolas.
Conclusão, a única coisa positiva que podemos tirar desta história toda são piadas. É quase impossível que você não tenha exercido seu lado Ary Toledo e pensado em trocadalhos, piadas de duplo sentido e frases de efeito.
Como gosto de focar no lado bom das coisas, vamos então às frase inverídicas que ninguém jamais disse sobre o tal vídeo:
“Segura que eu quero ver! São cinco contra um amigo!”, Galvão
“Lance irregular: confira neste ângulo que foi mão na bola e não o contrário”, comentarista de arbitragem
“Achamos o vídeo muito curto”, amantes do Garrincha
“Mas ele matou a cobra?”, ambientalista revoltado
“Yes, we webcam!”, Obama
“Ô loco, isso é literalmente uma vídeo cassetada, bicho!”, Faustão
“Que vídeo? O que é internet?”, norte-coreano alienado
“Grande jogador — ele bate com as duas”, atento observador
“Deu pau!”, internauta assustado
“Deveria jogar enfiado”, periguete qualquer
“Precisa manter o rendimento até o fim pra não correr risco de cair”, torcedor cauteloso
“Linguagem confusa e direção primária”, Bárbara Heliodora
Pronto: agora já podemos mudar de assunto!
O Campeonato Brasileiro está pau a pau e segue com grande emoção. Estas duas últimas rodadas serão eletrizantes, embora o Corinthians tenha uma boa chance de botar a mão na taça neste domingo.
Destaque para a grandeza e potência de sua torcida, que, em raras ocasiões deixou o Corinthians jogar com minoria nas arquibancadas, fazendo a diferença. E ano que vem a tendência é que os paulistas venham com mais força: nenhum time rebaixado e ao menos dois novos representantes: Portuguesa e Ponte Preta, somando seis representantes do estado mais rico do país. Sendo assim, enquanto os paulistas viajam apenas 14 vezes, times como Figueirense e Atlético-GO, únicos representantes de seus estados, viajarão para jogar longe de casa em 19 rodadas.
Paradoxo: se vencer, o Fluminense quase acaba com as chances de um campeão fluminense na competição. E agora?
Que jogo é mais decisivo: Figueirense x Corinthians, Fluminense x Vasco ou Ceará x Cruzeiro?
Neste sábado acaba a Série B: seis times lutam para não pegar a última vaga do descenso e cinco pela última do acesso pela Série B. Ou seja, emocionante!
Antes de partir, um aviso para as mulheres de todo o Brasil: das 17 às 19 horas deste domingo acontecerão dez jogos importantíssimos em sete da principais capitais brasileiras mais três cidades do interior. Com essa concentração de jogos, a chance de seu parceiro estar concentradíssimo em frente à TV e no estádio e não te dar atenção alguma, mesmo que você pendure uma melancia no pescoço, faça o seguinte: se quiserem nos dar um balão, uma bola nas costas, é neste domingo, de 17h às 19h (se o time de seu parceiro ganhar ganha meia hora de bônus). Por essas e outras não deixo minha mulher ler esta coluna.
Boa sorte a todos e até semana que vem,
Fonte: Caderno de Esportes – Jornal O Globo (26/11/2011)
Por Marcelo Adnet
Considerando que em 4% das vezes alguém lê o jornal em voz alta para terceiros, a chance de você mesmo estar lendo esta coluna é de 95%. E eu não errei a conta, não: tem ainda um por cento para possibilidades mais absurdas, como alguém decorar e recitar este texto por aí, a internet cair em todo o país ou se o editor desta coluna descobrir que eu… deixa pra lá! O fato é que, com tanto número, a chance de você chegar até o fim deste texto é de 8%, vencendo apenas a bula de remédio (1%).
E posso afirmar, com os costumazes 92% de certeza (8% de relativismo tá bom), que nunca houve tantas previsões como neste campeonato: “acho que eu entendo mais de futebol que o polvo”, pensaram muitos. Talvez só os polvos consigam entender o que se passou com os números este ano:
Se em 1929 houve a Grande Crise da economia americana , 2011 foi ano da crise matemático-vidente, se é que isto existe. Se os matemáticos formassem um time, seu técnico estaria demitido. A zebra venceu o polvo e traiu as convicções do povo. Realmente, não é pra menos: a revolta dos números é daquelas que seria suficiente para inverter a gravidade e jogar Isaac Newton de cabeça na maçã e não o contrário.
Os números nunca foram tão “171″ quanto até agora, inclusive nesta coluna. Mas agora, com 92% do campeonato concluído, os mesmos 92% que mensuram minhas certezas, finalmente cabem algumas leituras definitivas e, assumo, um tanto óbvias sobre o Campeonato Brasileiro de 2011.
Portanto vos digo com 92% de convicção que: Corinthians ou Vasco será o campeão, nesta ordem de chamada; se não quiserem levar a taça, o Fluminense ainda poderá ver uma luz muito ao longe. Mas talvez seja apenas a luz da lanterna que o Avaí segura de forma dolorosa: o time catarinense está rebaixado com 99% de chances de rebaixamento.
Sim, às vezes a chance é apenas matemática e não prática. Mas o que dizer do América e sua arrancada digna de um Coelho? Nem Baskara poderia imaginar que o Mequinha venceria Timão, Flu e Fogo consecutivamente. O América-MG é o carrasco dos números, portanto não ousarei falar nada sobre ele.
O Ceará, que vem jogando muito mal, parece ser o próximo na lista de embarque para o elevador que desce, afinal, o elevador tem quatro cantos. Atlético-PR e Cruzeiro, que jogam amanhã, decidem qual dos dois vai ser o único destes clubes com menos de 50% de chance de queda. A lista está completa com os cinco clubes supracitados, se o elevador teimar em não encher, Bahia, Atlético-MG e Palmeiras podem pegar uma ultima vaguinha.
Para completar, a Libertadores traz o quadro mais dramático e incerto. Das quatro vagas em disputa uma é do Corinthians e o Fluminense já está fazendo a baliza para estacionar na vaga ao lado. Sobram então duas vagas que serão disputadas entre Flamengo, Figueirense, Internacional, Botafogo e São Paulo. A ascensão histórica do Figueirense, que faz de Floripa uma cidade dividida entre festa e luto, e o histórico do Flamengo em chegadas bota os dois como favoritos, além, obviamente, de suas posições na tabela.
Enquanto o São Paulo espera por improváveis desistências com o pisca-alerta ligado, o Internacional surge com força e joga amanhã contra o sempre surpreendente Botafogo. O fenômeno que insiste em ocorrer com o Botafogo é daqueles que nem os mais pessimistas conseguiriam traçar; talvez seja um resultado do cruzamento perigosíssimo entre o 7 e o 13… Mas ainda há tempo para mais uma reviravolta alvinegra e uma Libertadores carioca.
A matemática da vida é mesmo assim: nos confortamos na quase certeza dos 92% ou nos agarramos com fé naqueles oito por cento finais.
À luta contra os números!
Até semana que vem,
fui!
Fonte: Caderno de Esportes – Jornal O Globo (19/11/11)
Por Marcelo Adnet
Ontem, 11/11/11, o dia corria e a especulação mundial comia solta. Acabaria o mundo, ocorreria uma grande catástrofe? Quem não lembra das Torres Gêmeas, do terremoto no Japão ou das chuvas na região serrana, todas tragédias ocorridas em um dia onze. O que aconteceria então quando todos esses uns se alinhassem em uma macabra sintonia? Nada; ufa!
Se nas rodas conspiratórias o número onze tem essa carga negativa, no futebol o “onze” tem uma conotação mais positiva: são onze na linha, onze metros entre a marca do pênalti e a linha do gol e, para os brasileiros, em especial para os cariocas, onze lembra Romário.
E não é que há um tempo o Baixinho havia proclamado o “Romário Day” nesta data, onze de novembro de 2011? Enquanto escrevo, entre os assuntos mais comentados do Brasil no Twitter estão o fim do mundo e o dia do Romário, duas entidades do número onze. Pra mim, aliás, Romário e tragédia andaram lado a lado, sendo ele protagonista das minhas maiores decepções futebolísticas. A grandeza de um jogador também pode ser medida pela tristeza que causa, como Gigghia, cujo maior legado é ter calado o Maracanã. Romário traz boas lembranças à Seleção, ao Flamengo, ao Vasco e ao Fluminense; mas deve agradecer ao Botafogo que foi craque em consagrar Romário, sempre empenhado em pegar para si a estrela adversária.
É consenso que o que Romário fez dentro de campo já é mil vezes suficiente para consagrá-lo como um dos maiores jogadores do mundo.
Acontece que, ainda assim, Romário não é só esse jogador genial. É também um cara de opinião, cheio de personalidade; frasista folclórico e bad boy que não fugia à luta, literalmente. Semanas atrás encontrei Loco Abreu e tive a oportunidade de dizer a ele que, tão importante quanto seu talento em campo, era o fato de ele nunca dispensar a personalidade e chamar a responsabilidade, sempre. E é este tipo de jogador está em falta. Romário foi assim.
Mas, acontece que o Baixinho tem vocação para ser grande e não poderia parar e aposentar esta estrela. Se antes ele marcava e me incomodava, agora é a vez de incomodar um pessoal lá em Brasília. Craques como Romário não param! Que bom…
Se a sexta cheia de onzes foi tranquila, o fim de semana promete ter proporções apocalípticas e temperar ainda mais o gosto intenso deste Brasileirão 2011. Se algo der errado pro seu time, não culpe o jogador, o técnico ou a torcida: culpe o 11!
Até semana que vem e
fui!
Fonte : Caderno de Esportes – Jornal O Globo (12/11/11)






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