Por Zé
Amigos do Pimentas no Reino,
Hoje trouxemos para vocês uma entrevista com o talentoso Marcelo Adnet. Você não conhece Marcelo Adnet?
Adnet destaca-se pelas imitações que costuma fazer de personalidades famosas, entre as quais as de Silvio Santos, Cid Moreira, Pedro Bial, Dinho Ouro Preto e José Wilker. Na televisão, trabalhou no canal de televisão a cabo Multishow, que pertence à Rede Globo, antes de ir para a MTV Brasil.
Na televisão Adnet trabalhou em:
* 2005 – A Diarista (Rede Globo)
* 2005 – Malhação (Rede Globo)
* 2005 – Mandrake (HBO)
* 2006 – Minha Nada Mole Vida (Rede Globo)
* 2006 – LU (Rede Globo)
* 2006 – Sob Nova Direção (Rede Globo)
* 2007 – Pé na Jaca (Rede Globo) …. Dr. Eduardo Sebo
* 2007 – Toma Lá, Dá Cá (Rede Globo)
* 2007 – A Grande Família (Rede Globo)
* 2007 – Cilada (Multishow)
* 2008 – Quinta Categoria (MTV)
* 2008/2009 – 15 Minutos (MTV)
* 2009 – Furfles on the Beach (MTV)
* 2009 – Furfles (MTV)
* 2009 – VMB 2009
No cinema:
* 2007 – Podecrer!
* 2007 – Xuxa em Sonho de Menina
* 2008 – O Diário de Tati
* 2008 – Polaróides Urbanas
* 2009 – Apenas o Fim
* 2009 – A Mulher Invisível
No teatro:
* Corações Encaixotados
* O Alfaiate do Rei
* Z.É. Zenas Emprovisadas
* Os 4 Malas
* Advocacia segundo os Irmãos Marx
* Comédia ao vivo -> “4 de 5 + 1″
* Birimbau legal
Depois deste resumão, segue a entrevista feita com Marcelo Adnet:
Adnet: Na faculdade eu já escrevia muita música engraçada. E foi lá que eu descobri a comédia. Que eu era um cara que fazia a galera rir. Até o fim do curso de jornalismo eu não sabia o que queria. Mas o Fernando Caruso, amigo da adolescência, me perguntou se não toparia fazer uma peça de improvisação. Em agosto de 2003 estreamos o Z.É – Zenas Emprovisadas no Café Cultural, um teatro de 60 lugares. Eu nunca tinha subido num palco. E quando subi achei incrível. Me senti tão expressivo, consegui unir a música à crítica, as tribos, tirar sarro. E a platéia me recebeu muito bem. Depois nos apresentamos no Planetário, para 120 pessoas, no shopping da Gávea, que tem 400 e poucos. Rapidamente comecei a conhecer atores e diretores diferentes, porque o espetáculo Z.É. sempre tinha um convidado para dirigir e um para atuar. Foi então que levamos o prêmio Shell em 2004.
Adnet: Acho que o publico com menos de 30 é contemporâneo meu, nascemos na era da internet, da loucura, das inúmeras possibilidades, da virtualidade e da falta de comprometimento com os valores mais antigos. Talvez, por isso, a gente se entenda tão bem. A internet nos nivela. Somos todos iguais perante a ela. Aí meu publico se une e ganha corpo. Mas acredito que faço humor para todos que gostam de crítica e sarcasmo.
Adnet: Foi ótima a experiência. Adoro desafios! No primeiro segundo do VMB, quando tinha que cantar, meu ponto quebrou e fiquei o número musical sem ouvir nada. Uma grande decepção pra mim, que queria cantar bem e cantar suave, com segurança. Não deu. Foi de certa forma em desespero, mas levando-se em conta que estávamos ao vivo e eu não ouvia nada, acho que a gente se saiu bem.
Adnet: Sim, me interessei em ouvir. Agora é o momento da decisão.
Adnet: Gosto do que faço e acho que enquanto fizer por prazer as oportunidades não vão se esgotar. Esteja eu em qualquer emissora. Acho que sou polivalente. Faço stand-up, improvisação e humor de personagens, que são três tipos bem distintos. Além disso, trabalho com a voz e música. Então, acredito que meu humor terá vida longa.
Adnet: O que me botou para frente foi a excitação de fazer uma peça improvisada para 60 pessoas no Café Cultural. Improvisar e imitar são uma arte, acho que até um dom. Não é fácil encarar um personagem da vida real e fazer tudo como ele, com voz e jeitos. No meu caso isso é natural.
Adnet: Hoje em dia, infelizmente, não tenho tempo pra muita coisa, e assistir TV é uma dessas coisas. Quando tenho um pouco de tempo livre, acabo utilizando para escrever e criar textos, além de navegar na internet, responder e-mails, e cuidar de assuntos pessoais.
Adnet: Besteirol. Acredito que os humoristas, hoje em dia, podem fazer um bem à sociedade com o conteúdo de suas piadas. O alvo de suas críticas tem que ser bem eleito. O comediante bate, critica e a gente tem que tomar cuidado com isso, saber direcionar essa crítica.
Adnet: Não gosto do humor de TV que imperava até há pouco. Machista e óbvio, sem requinte nenhum. Acho que o novo humor está crescendo, ganhando espaço. Vide “CQC” e “Furo MTV”.
Adnet: Como tudo na vida, vemos coisas boas e ruins na TV, mas isso é muito subjetivo, pessoal. O que pra mim é bom, pra vc pode ser ruim, e vice-versa.
Adnet: A internet é uma mídia democrática que possibilita a disseminação de vídeos, textos, idéias e muito mais. Não acho que ela vai matar a TV, mas sei que a tendência mundial é de convergência das mídias, com internet na TV e TV no computador. As mudanças acontecem para melhorar a vida das pessoas, e os veículos têm que se adaptar à essas mudanças.
Adnet: Que isso, foi um prazer. Curto muito o trabalho de vocês. Sucesso para nós!
Fonte: Pimentas no Reino





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não consigo imaginar o Adnet no filme da Xuxa.
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legal ver agora o que ele pensa sobre mudar de emissora. certíssimo, ele.
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Legal a entrevista! afinal quem é talentonato, é sempre disputado! seria ótimo ver ele nas tardes aziadas de domingo das emissoras de ponta! assim teriamos um clima bem melhor!
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