15 minutos de fama
Por Tchelo Rodrigues
Aconteceu semana passada (01/10) a edição 2009 do Vídeo Music Brasil, o prêmio de música organizado pelo canal MTV. A receita foi basicamente a mesma dos anos anteriores, praticamente uma cópia: texto engraçadinho, discursos cheios de palavrões e eleitos de gosto duvidoso.
A crítica ao prêmio é uma só: a partir do momento em que a escolha é feita pela audiência, o concurso deixa de ser técnico para virar uma guerra entre fã-clube. Os vencedores não são necessariamente os melhores e os vencidos tampouco os de menor destaque. Talvez seja até um elogio para quem perde: tem fãs mais inteligentes do que aqueles que passam horas na internet votando e transformando o prêmio numa batalha de egos. Não que não valha a pena votar em seu ídolo. Vale. Mas tornar o fato quase uma obrigação ou compulsão não pode merecer um troféu. Ou pode?
Isto posto, que se fale do lado positivo da noite: a brilhante condução do evento por Marcelo Adnet que, até pouco tempo, nem imaginava que herdaria o posto de Marcos Mion – o comandante da premiação ano passado e que teria sido vetado este ano porque trocará a MTV pela Record, em 2010.
Mas atribuir a este fator – a iminente saída de Mion da emissora – como o único motivo para troca do apresentador seria uma injustiça aos feitos de Adnet. Há tempos que o rapaz vem se destacando na MTV. É preferível crer que a emissora não barrou Mion por birra, e sim que promoveu Adnet por sua capacidade. A mesma capacidade demonstrada pelo humorista quando surgiu no canal comandando o “15 minutos”, programa que, como o nome já diz, ocupa pouquíssimo tempo na irregular grade da emissora. Durante esses 15 minutos, Adnet usa uma imensa capacidade de improviso, mesclado com um bom roteiro, para rir de si mesmo – e dos outros.
O sucesso do programa é tanto que, rapidamente, Adnet ganhou uma segunda atração na emissora, o “Furfles” e, agora, o comando do VMB, por méritos próprios, por conseguir falar tão bem com o público do canal, ligado em música e internet. E por fazer um humor diferente de muitos colegas que, embora tenham boas piadas, acabam repetindo-as muitas vezes, até que acaba a graça.
Por outro lado, mesmo que Mion continuasse na emissora, o prêmio perderia com ele no comando. É que o VJ não está nem melhor nem pior do que o ano passado. Está o mesmo de sempre. E, como já foi dito, a mesmice deixaria o já cansado VMB ainda mais cansativo.
A mudança deu certo. Adnet foi o ponto alto do VMB. E Marcos Mion, que poderia ter brilhado também, fez questão de ser o ponto baixo: subiu ao palco para receber o prêmio de melhor Twitter do ano (Mion tem de fato um bom Twitter) e, num misto de emoção e insensatez, fez um discurso longo, chato e batido. E fechou o “agradecimento” com um pedido ao seu “sósia”, o Mionzinho, que cumprisse a promessa pelo troféu: o rapaz abaixou as calças e, em rede nacional, mostrou o bumbum! Ninguém achou engraçado.
No fim da atração, a MTV deixou a mesma impressão de outrora: o VMB não é mais aquele. Para o bem e para o mal. E Marcelo Adnet, vestido dos pés a cabeça, agora agradece o interesse das emissoras rivais em contratá-lo. Mas “não, obrigado”. Ele sabe que seus 15 minutos de fama duram muito mais que um quarto de hora…
Fonte: Coluna Analogia Digital
Nota de Santi: não costumo postar textos de outros blogs, mas esse aqui poderia ter sido escrito por mim!





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Show de bola esse texto…
Parabéns Tchelo, conseguiu dizer o que todos pensamos.
Relamente a única coisa que valeu a pena no VMB foi a apresentação do super Adnet.
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Esse mion é um puto parabéns adnet, vc é o melhor humorista do país
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Gente,
O Adnet definitivamente veio para renovar qualquer conceito sobre humor…Ele é o melhor…sem qualquer dúvida…assisti a pouco tempo a peça comédia ao vivo, meu…não queria que acabasse!!!
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