Filhas de Mario Adnet, as irmãs Joana e Antonia relembram a vida em meio às canções e alçam seus voos solo
(Rafael Teixeira)
John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr sempre foram frequentadores do som da casa dos Adnet. Mais do que uma paixão, porém, os quatro rapazes de Liverpool representam a primeira lembrança musical mais forte das irmãs Antonia, 25 anos, e Joana, de 29. Filhas do músico, compositor, produtor e arranjador Mario Adnet, elas cresceram em um ambiente de música (também são sobrinhas e primas de músicos e cantores). E, como tantos como elas, devem aos Beatles muito do que sabem sobre o assunto – assim como uma experiência potencialmente traumática, mas que hoje é lembrada entre risos.
- Quando éramos crianças, meus pais recebiam alguns amigos japoneses, pessoas de trabalho. Minha mãe ia no meu quarto e me chamava pra tocar: “Toca Blackbird, toca?” – lembra Antonia, que, tímida, dedilhava no violão a música do “Álbum branco” dos Beatles, com Joana cantando.

Filhas produzem o disco do pai
• De lá pra cá, muita água rolou. Atualmente, Joana e Antonia se dedicam à produção do próximo disco do pai, junto com o próprio. Violonista da banda da cantora Roberta Sá desde 2005, Antonia lançou no ano passado o seu primeiro disco, “Discreta” – no qual contou com Joana no clarinete e como assistente musical (curiosidade: um dos primos das duas é o humorista Marcelo Adnet, que também participou do álbum, cantando). Joana também é a responsável pelo arranjo orquestral para a canção “A paz”, que o pianista João Donato apresenta com a orquestra Sinfônica Brasileira Jovem amanhã, no Teatro Carlos Gomes.
Das duas, porém, somente Antonia nunca teve dúvidas de que se dedicaria à música – descobriu seu instrumento aos 6 anos quando ganhou um violão. Mesmo durante os dois anos de um curso não concluído de Desenho Industrial, fazia faculdade de Música e viajava em turnê com Roberta.
Apesar de ter crescido imersa nesse mesmo mundo, Joana se formou em Nutrição – e, durante os cinco anos do curso, limitou-se à condição de ouvinte. O clarinete, instrumento que ela abraçou, só apareceu na sua vida em 2005.
- O primeiro instrumento que toquei foi um tecladinho que ganhei quando criança. Mas a minha relação com a música não foi como a da Antonia – lembra Joana, casada desde 2008 com o trombonista Everson Moraes.
Atualmente, afastada da Nutrição, Joana tenta recuperar o tempo perdido na mesma faculdade de Música na qual Antonia, a irmã caçula, já se formou.
- Chegamos a fazer faculdade durante uma mesma época. Era muito engraçado porque, apesar de eu ser mais nova, meus amigos diziam: “Conheci sua irmãzinha hoje!” – diverte-se Antonia.
Primeira banda ainda na infância
• O primeiro trabalho das “irmãzinhas” já faz tempo. Elas ainda eram molecas quando ganharam seu primeiro cachê, por uma participação no CD do programa infantil “TV Colosso”. Antonia saiu do estúdio e foi ao shopping comprar patins. Joana não lembra bem o que fez com o dinheiro, mas diz que sempre preferia guardar. Não só nisso, as irmãs Adnet eram bastante diferentes na infância.
- A Antonia era a atleta, fazia vários esportes, enquanto a Joana não gostava, era mais caseira. A Joana tinha uma relação forte com a música erudita, ela ouvia Debussy, Ravel, Gershwin, enquanto a Antonia sabia tudo de pop – lembra a produtora e mãe Mariza Adnet.
Mas havia pontos em comum, principalmente na música, mais especificamente MPB e… Beatles. Ainda criancinha, elas formaram sua primeira banda, que atendia pelo nome de Cabelos Musicais, com dois amigos de escola. Quando o grupo terminou, Antonia formou um duo com outro amigo, Ricardo Rito (que ela reencontraria na faculdade de Música e que tocaria piano em “Discreta”). Também fazia jingles publicitários e participaram de discos do pai – cantando, tocando ou dando opiniões, fazendo como filhas o trabalho que hoje, juntas, fazem oficialmente. Mario, pai coruja, se derrama em pudor:
- Hoje, posso dizer que não faço nada sem elas.
Fonte: O Globo, 24-4-2010
Foto: www.antoniaadnet.com
Colaboração: Anna Borges

Rir é fácil, fazer piada é que está ficando meio complicado nesses tempos politicamente corretos. Dani Calabresa e Marco Luque têm um papo mais ou menos sério sobre o assunto.
Dani Calabresa – Você tem medo de fazer piada sobre alguma coisa?
Marco Luque – Evito fazer graça com religião. Teve um dia no Twitter em que zoei uma evangélica. Ela twittou “Vou tomar banho e vou para a casa do Senhor!”. Brinquei: fulana deve namorar um cara mais velho. Choveu mensagem pedindo para me retratar. Tive que dizer que respeitava todas as crenças. Até mandei beijo para Jesus!
D – Religião é o pior. Já tive um problema quando imitava a bispa Sônia, aquela pastora da Igreja Renascer que fala chorando. Gravei um vídeo dessa imitação e foi parar no Youtube. Me xingam muito por causa disso. Falam que vou arder no fogo do inferno.
M – Na internet, quando as pessoas são contra o que você fala, caem matando. Ameaçam, falam até em morte. Não vê o que aconteceu com o Danilo Gentili porque ele chamou a Hebe de velha?
D – Foi muito triste o que fizeram com ele. Errado seria se fizéssemos graça com a doença da Hebe. Ela é uma referência quando se fala em velhinhas legais. Quando você é contratado de alguma empresa, sempre rolam orientações para ser politicamente correto: não falar palavrão, não fazer piada disso e daquilo.
M – As pessoas têm medo de rir em eventos de empresa! Se você faz piada sobre maconha ninguém ri, com medo de ficar com fama de drogado.
M – Você se sente na obrigação de ser sempre engraçada?
D – Não sou Zé Graça o tempo inteiro. Me irrita um pouquinho a expectativa das pessoas para que a gente faça piada o tempo todo.
M – Com fome e com sono é impossível fazer rir!
D – No ano passado, fui internada com hepatite. Estava amarela Simpson, podre, sem banho há três dias. Me levaram de cadeira de rodas para fazer um exame e no corredor do hospital uma menina veio animadíssima pedindo para tirar foto comigo. Na hora, eu pensei: “Deus me faça morrer agora!”. Eu quase morrendo e ela lá querendo que eu fosse engraçada (risos).
M – Aposto que essa menina disse para as amigas: Dani Calabresa nem se levantou para me dar oi (risos)!
D – Pior, deve ter falado que sou antipática. E amarela (risos).
M – Vivi uma situação constrangedora no hospital também. Fui tomar uma Benzetacil e toda hora tinha gente que entrava para me ver de bunda de fora. Era um momento íntimo!
D – Se fosse a Fernanda Montenegro, ninguém iria amolar! Teve uma vez que estava voltando do Rio de Janeiro. Tinha ido para o enterro do meu tio. No check in, a moça do aeroporto me disse: “Geeeente! Que comediante mais sem humor é essa!”.
M – Você namora o Marcelo Adnet. Vocês falam sério na hora da DR?
D – Falamos sério, mas sem perder o bom humor. Séria pra mim é aquela pessoa que não tem humor, que nunca muda a expressão do rosto.
M – Por que vocês não fazem um reality show sobre a vida de casal? Um programa igual ao do Ozzy Osbourne. Ia ser muito legal ver o Adnet te zoando quando você bate o dedinho na mesa, quando deixa queimar o que está cozinhando…Rolam umas pegadinhas entre vocês? Tipo, você acorda, vai saindo do quarto e cai um balde com água na sua cabeça?
D – Eu não casei com você, né, Marco Luque?
M – Namorei uma menina séria. Ela acreditava que meu trabalho era fazer os outros rirem. Achava isso um absurdo. Ficava me perguntando: como você pode fazer alguém rir enquanto tem gente matando baleia na África?
D – Nem sabia que tinha baleia na África (risos).
BASTIDORES:
- Dani Calabresa, 28 anos, apresenta dois programas: Furo MTV e Comédia MTV. E Marco Luque, 36 anos, é um dos âncoras do CQC e está prestes a ganhar nova atração na Band.
- Durante o papo, Dani confessou que o trânsito, a TPM e as ligações da mãe são os responsáveis por deixá-la de mau humor no dia a dia. Além do intestino, que nunca funciona quando ela viaja. Fã de moto, Marco Luque, recomendou que Dani comprasse uma para não se irritar mais com engarrafamentos.
- A primeira experiência com o teatro de Marco Luque foi na terceira série. Ele tinha uma única fala: banana. Já Dani Calabresa, fez sua primeira peça aos 5 anos. Ela fez o Dunga em uma montagem de Branca de Neve.
- Até o fim de maio, Marco Luque apresenta no Teatro Nair Bello, em São Paulo, dois shows: Tamo Junto! E Entre Meias e Gravatas. Ao lado do namorado, Marcelo Adnet, Dani Calabresa está no espetáculo Comédia Ao Vivo, no Teatro Renaissance.
Fonte: Revista GLOSS, maio 2010
Colaboração: Diana Carvalho
PLUSSS: releia a entrevista de Marcelo Adnet e a atriz Maria Alice Vergueiro para a Gloss de janeiro 2009!
Há poucos dias de completarmos um ano no ar – AEEEE! – resolvemos prestar uma homenagem a uma grande colaboradora do AdneTRIP!, fã número um de Marcelo Adnet. Regina Cocchiarale, mãe de Marcelo e Luiza, incentivou-nos na fundação do blog e tem nos apoiado desde então.
Linda e garbosa como ela só, trabalhou como modelo e figurinista, atestando que o charme e elegância são mesmo hereditários! Seu primeiro emprego foi aos 19 anos como vendedora de loja de discos, e logo conseguiu vaga numa loja de roupa feminina em Ipanema quando percebeu que trabalhar com moda era o que mais queria. Ali aprendeu um pouco de tudo: vitrinista, confecção de bijouterias e acessórios, criação de roupas.
A carreira de modelo começou por acaso, enquanto escolhia na loja o que seria fotografado para a revista “A Cigarra”, uma das melhores revistas de moda da época. Foi convidada a posar também, as fotos foram publicadas e começou a ser procurada para diversos trabalhos: fotografou para o lançamento de tecidos na Fenit – Feira de Indústria Textil/SP, para a capa do caderno “Ela” de O Globo, ”Caderno B” do Jornal do Brasil, além de fotos publicadas em diversas revistas como “Desfile”, “NM/Noticiário da Moda”, “Ele e Ela”, “Fatos e Fotos”, “Grande Hotel”, “O Cruzeiro” e ”Manchete”, entre outras.
Clique sobre as fotos para ampliá-las e aponte a sua preferida. Aqui no AdneTRIP! achamos que a foto 8 está QUE NEM o Marcelo, os mesmos traços, a pose descontraída! Para quem não a conhece, ela é a dona das covinhas tão famosas!
Atuou também em campanhas publicitárias como o comercial da “Ducal”, um dos primeiros patrocinadores do “Fantástico” na TV Globo. Participou de desfiles e paralelamente já fazia seu primeiro trabalho como estilista, tendo sido integrante do CLAM – Clube de Lançadores de Moda. Logo inaugurou uma confecção com sócios, experiência que não deu certo mas serviu de base nova empreitada, com novo sócio em outra confecção. Mais tarde abriu seu próprio atelier de roupas, bijouterias e acessórios.
Ao deixar seu curriculum na extinta TV Manchete, foi admitida como figurinista assistente e, mais tarde, figurinista do “Milk Shake”, programa juvenil apresentado por Angélica. Adorava o trabalho, pois era criativo e Angélica ficava linda nas roupas elaboradas por Regina! Da TV Manchete foi direto para a TV Globo como assistente de figurino da série “As Noivas de Copacabana” de Miguel Falabella. O trabalho, tão exaustivo, fez com que Regina decidisse não trabalhar mais em televisão.
Criou a maioria dos figurinos para as apresentações de ballet de Luiza Adnet e de dois esquetes exibidos no Festival de Esquetes de O Tablado. Prosseguiu confeccionando roupas e bijouterias para seus clientes, quando despertou também seu interesse por decoração. A princípio arrumava mesas de festas para a família e os amigos, e logo depois adornava ambientes, obras e reformas. Atualmente ainda faz figurino e decoração apenas como hobby.

























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