Sucesso entre os jovens, o carioca conta como a Internet ajudou a alavancar sua carreira
Quem escuta Marcelo Adnet falar sobre teatro de improvisação, humor e a importância da internet para alavancar seu trabalho com tanta propriedade, não imagina que ele tem apenas sete anos de carreira. Com o sucesso do espetáculo “Zenas Emprovisadas” e do programa “15 minutos”, da MTV, o carioca virou febre entre os jovens que copiam seus gestos, imitam seu jeito de falar, assistem na web todos os programas e repercutem tudo nas redes de relacionamento.
A ‘Adnetmania’ se intensificou depois que o ator chegou à MTV com a proposta de um programa curto, que pudesse ser baixado pela Internet facilmente e tivesse um ar bem despojado e informal, com cara de quarto de adolescente. Apenas 15 minutos diários foram suficientes para espalhar os comentários hilários de Adnet mundo afora, sempre ovacionado por uma legião de fãs. Um dos grandes trunfos do programa é a participação do público, que comanda a atração junto com o apresentador.
Como se não bastasse dar conta de um programa de TV e de um espetáculo, Marcelo ainda está no elenco do stand-up comedy “Comédia ao Vivo” e apresenta o “Comédia MTV”, nos quais divide a cena com sua esposa Dani Calabresa. Os dois casaram-se no sábado passado, dia 15, em São Paulo. Nesta entrevista, Marcelo Adnet conta como se tornou um comediante, comenta sua relação com os jovens e revela que foi sondado para trocar a MTV pela TV aberta. Quem quiser vê-lo de perto, Adnet está em cartaz com “Zenas Emprovisadas” no Vivo Rio, dias 18 e 24 de maio e 1 de junho. Veja cenas do espetáculo.
Como surgiu o ZE? Como foi o encontro de vocês quatro?
Fernando Caruso, Gregório Duvivier e Rafael Queiroga se conheceram no Tablado fazendo aula de teatro. Eu conheci o Caruso na faculdade de jornalismo e ele me convidou para fazer um ensaio. Fui o último a chegar, sou o quarto elemento. Fiz um ensaio em 2003 e logo de cara deu muito certo.
Como nasceu sua relação com o humor?
Começou de uma forma não profissional, porque sempre fiz graça no meu dia a dia. Sempre gostei de coisas estranhas, ouvia o horário eleitoral todo dia no rádio. Gostava de imitar parentes, amigos, políticos. Gosto muito de rir, mas nunca pensei em trabalhar com o humor de uma forma profissional. É uma coisa natural da minha personalidade. Fico muito feliz em poder trabalhar com o que gosto.
Existe algum exercício para aprimorar a técnica da improvisação?
Assim como qualquer outro jogo, é preciso treinar. É como se fosse um músculo que você precisa exercitar. Para ser bom nisso, tem que ter rapidez no raciocínio e é fundamental não ter medo de errar. A pessoa precisa lidar bem com o erro, ver de uma forma natural. Quando você se incomoda com o erro, a plateia percebe e o raciocínio trava. O ator tem que se entregar para trabalhar com improvisação, tem que ser cara de pau.
Já te deu branco em alguma apresentação?
Já. No ZE, tenho que criar quatro músicas com temas sugeridos pela plateia no improviso. Às vezes não consigo rimar palavras ou não sei o que vou falar. Aí tem que agir de uma maneira bem cara de pau, se jogar no chão, para que a plateia não perceba que te deu branco.
Como se dá a interação da plateia com os atores?
O ZE é um espetáculo de improvisação, em que a plateia sugere os temas e os títulos de cada história. É muito excitante para eles ver que o tema que escolheram está em cena. Nos stand-up comedies, esta interação se dá de uma forma diferente porque este tipo de espetáculo tem um texto decorado e apresenta temas do cotidiano no qual a maioria das pessoas se identifica ou reconhece alguém.
A primeira esquete de Zenas Emprovisadas é ensaiada. Por que?
Como a gente improvisa todo o resto, queremos garantir que pelo menos no início do espetáculo vai dar tudo certo. É o momento em que a gente apresenta o convidado da noite para a plateia com um papel de destaque na cena. Esse esquete funciona para aquecer a plateia para a comédia, para a gente sentir quem está ali assistindo naquele dia.
Você acha que o sucesso para vocês veio rápido? Como vocês lidaram com isso?
Foi rápido. A gente sempre lotou as casas por onde passou. Começamos nos apresentando no Café Cultural de Botafogo, com 50 lugares, e hoje nos apresentamos em lugares para duas mil pessoas. Lidamos com o sucesso não nos acomodando com ele. Sabemos que o público gosta do nosso trabalho, mas nunca relaxamos por causa disso. Ainda hoje nos encontramos para treinar com os convidados da semana, não importa a quantidade de trabalho paralelo que tenhamos. Nós nos dedicamos muito a este projeto. É importante manter a humildade.
Como você consegue tempo para se dedicar a tantos trabalhos?
Nem eu sei como! O brasileiro é um povo muito trabalhador, muitos se desdobram em mais de um emprego, se sacrificam. Sou mais um deles: durmo pouco, me alimento mal. É difícil equilibrar tudo, tem que ter a cabeça muito no lugar para não se estressar, não cair em depressão. Quando estamos sem trabalho, a gente reclama que está à toa e quando estamos trabalhando, queremos férias. É importante saber dosar.
Vocês já levaram o espetáculo para outros estados? Como foi a receptividade do público?
Fomos para São Paulo e Pernambuco. Foi muito legal, mas precisamos mudar o foco da piada. O Brasil é enorme e cheio de regionalismos. Nós temos a preocupação de nos fazer entender em todos os estados. Este ano vamos para Belo Horizonte, Vitória e Belém.
Você acha que o humor do Rio é diferente do de outros estados?
Sim, o carioca é como o nordestino, muito comunicativo, caloroso. O paulista é mais sério, mas ao mesmo tempo ri com mais facilidade. O carioca é mais exigente com a piada porque o nosso cotidiano é formado por pessoas mais descontraídas. Rimos bastante no nosso dia a dia. Em São Paulo, o humor é mais cabeça.
Por que o teatro de improvisação e stand-up comedy agrada tanto aos jovens?
O jovem se tornou um mercado consumidor. Quando eu tinha 14, 15 anos, tinha que correr atrás da revista de mulher pelada do primo mais velho. Hoje o adolescente pode ver o que quiser na Internet. O sucesso das redes sociais com o jovem acontece porque ele tem mais tempo livre para se dedicar a isso. Os stand-up comedies são formados de esquetes e a improvisação de pequenas histórias, então fica fácil baixar na Internet e assistir a hora que quiser. Acho que o humor politicamente incorreto também agrada bastante aos jovens de hoje. A era digital ajudou muito a difundir o humor, é muito democrático. Hoje, qualquer um pode postar seu vídeo na Internet e ter seu trabalho conhecido no mundo todo.
Como foi descoberto pela MTV?
Fiz uma participação no programa “Rockgol”, da MTV, e os diretores gostaram tanto que me chamaram para um teste. Um tempo depois me ligaram e chamaram para fazer o “15 minutos”. Eu queria que o programa tivesse uma cara de casa, uma coisa mais informal, despojada, esse é o perfil da emissora. Esse formato curtinho com a participação do público funcionou muito bem. Hoje a Internet é fundamental para o “15 minutos”. A resposta do público é muito maior e chega de uma forma muito rápida.
Você pretende trocar a MTV por um canal aberto?
Já fui sondado, mas sou um cara calmo, não tenho desespero para ir para a TV Globo e aparecer mais. Fiquei muito feliz e seduzido com o convite, mas meu objetivo é fazer um bom trabalho onde quer que eu esteja. Quero ter um bom espaço para fazer humor, não tenho interesse em aparecer mais.
Fonte: Página do Teatro
NOTA DA MARI: Essa entrevista é de maio, mas está tão boa e tão completa que vale a pena ler! Aproveitem!
Marcelo Adnet é o VJ mais versátil da MTV. Casou recentemente com a colega de emissora Daniella Giusti, a Dani Calabresa, e foi eleito pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.
Carla Soltanovitch, do NaTelinha, conversou com Marcelo Adnet, que falou sobre o seu começo na MTV, sobre João Gordo e sua vida pessoal. Confira:
NT: Você já é uma celebridade. Fez vários trabalhos na Rede Globo, inúmeras campanhas publicitárias, atuou no cinema, faz teatro… Mas, em algum momento imaginou se tornar VJ da MTV?
Marcelo Adnet: Engraçado que não pensei. Nunca. Era uma realidade distante pra mim. Mas um dia tava meio triste no meu quarto com a falta de oportunidades e na mesma hora meu celular tocou acusando um DDD 11. Era o pessoal da MTV. Desde então nunca mais deixamos de nos falar!
NT: Sua carreira artística começou durante a faculdade de jornalismo, em uma peça amadora, é isso mesmo?
MA: A primeira vez que subi ao palco foi durante a faculdade de jornalismo na peça ZE – Zenas Emprovisadas, que está há 7 anos em cartaz no Rio.
NT: Como surgiu a MTV na sua vida?
MA: Divulgando o filme Podecrer, do qual fiz parte, na MTV.
NT: Para fazer um tipo de humor como o que você usa no programa “15 minutos” é preciso ter malícia para improvisar. Existe alguma outra técnica além da inteligência?
MA: Improvisação, principalmente a musical, é um dom. Aprendi muito inconscientemente com meu pai, que é músico. O treino no dia a dia é uma arma de aperfeiçoamento.
NT: Você chegou a ser convidado para integrar a trupe “Legendários”?
MA: Não.
NT: O João Gordo é uma figura polêmica, alguns amam e outros odeiam. Como é a sua relação com ele?
MA: Adoro o Gordo. Ele tem uma aparência que assusta um pouco, punk mesmo. No primeiro contato que tive com ele fiquei meio de cabeça baixa, mas logo a partir do segundo, percebi que o Gordo é na verdade um cara muito doce, tranquilo. Ele apenas não tem papas na língua, o que é algo raro e honrável hoje em dia. Saudade do João…
NT: Dizem que você é uma pessoa extremamente agitada. O que faz quando precisa ‘dar um tempo’ ?
MA: Vejo TV, filmes, teatro, cinema, jogo um pokerzinho, se puder vou à praia. Adoro ler e navegar na net para aprender coisas novas.
NT: A MTV é uma emissora que tem um público muito jovem. Te preocupa o fato de saber que, cada vez mais, está se tornando um formador de opinião?
MA: Não, não me preocupa. Na verdade, fico muito feliz! O que bate é uma certa responsabilidade por ser levado a sério e por ser também tão facilmente criticado!
NT: Você gosta muito de falar sobre sexo. Como é o Marcelo Adnet na intimidade?
MA: Me acho um cara bem normal, um brasileiro típico, a não ser pelos meus gostos incomuns por línguas estrangeiras, ritmos musicais alternativos e curiosidade cultural.
NT: Alguma mulher já chegou a te deixar intimidado na cama?
MA: Sim. Aí, fui embora.
NT: Se fosse convidado, aceitaria participar de um reality show?
MA: Não. Seria uma das maiores torturas viver preso e observado o tempo todo.
Ping Pong:
Nome completo: Marcelo França Adnet
Idade: 28
Cidade do coração: Rio de Janeiro
Time: Botafogo
Animais: Cachorro e homem.
Livro: Dicionário, Bíblia (mesmo não tendo lido quase nada) e Crime e Castigo, do Dostoievski.
Mulher bonita: A brasileira.
Política: Um dia quero exercer um cargo político e mandar muito bem!
Copa do Mundo: Tem tudo para decepcionar.
Fonte: Na Telinha

Marcelo Adnet, que acabou de se casar com a humorista Dani Calabresa, não perdoa nem mesmo a mulher. Em entrevista exclusiva ao blog, o comediante não só imitou Dani como fez questão de fazer graça com a nota 10 que ela recebeu recentemente da coluna (veja vídeo).
- Acima de tudo, temos uma relação muito normal, como qualquer outra – contou Adnet, revelando, em seguida, que o humor de Dani foi fundamental para que ele se apaixonasse por ela. - Eu nunca conseguiria ficar com uma pessoa emburrada, mal-humorada, sisuda. Não combina comigo.
Marcelo também falou da nova fase do “15 minutos”, programa que apresenta na MTV com Rafael Queiroga, e disse que ficou aborrecido com as declarações de Kiabbo (Felipe Ricotta), seu ex-colega na atração. Kiabbo saiu do “15 minutos” dizendo que foi expulso.
O comediante disse ainda que está em busca de uma nova identidade para o programa. Confira nos vídeos abaixo.
Quando foi que você começou a imitar as pessoas?
Como é ser casado com uma comediante? Vocês fazem muita piada no dia a dia, em casa?
Como está essa nova fase do ’15 minutos’, com o Rafael Queiroga?
O que você achou das declarações de Kiabbo?
Fonte: Patricia Kogut.
Humorista diz que declarações de ex-colega ao R7 são “mentirosas” e afetaram sua vida

Entrevista de Felipe Ricotta (à esq.) ao R7 deixou Marcelo Adnet chateado (Foto: Arquivo Pessoal / Julia Chequer / R7)
Depois de a MTV dizer que ela nem o humorista Marcelo Adnet comentariam as acusações feitas pelo comediante Felipe Ricotta, o Kiabbo do programa15 Minutos, em entrevista publicada pelo R7 no último dia 28, Adnet resolveu, nesta semana, procurar a reportagem do R7 para dar sua versão.
Kiabbo afirmou que Adnet é “um chato”, além de ter acusado o colega de arrogância e de ter sido um dos responsáveis por sua demissão da emissora jovem.
Adnet disse ter ficado surpreso ao ler a entrevista. Segundo o humorista, ele achava que Ricotta fosse seu “amigo”. O astro da MTV também afirmou que nunca havia enfrentado uma situação como essa nos sete anos da carreira de ator e que só decidiu se pronunciar porque havia na entrevista “uma frase mentirosa”. A tal frase seria: “Eu sou f…, tanto faz quem está do meu lado”.
De acordo com Adnet, as pessoas tomaram como verdade a frase que Ricotta afirmou ter sido dita por ele. Leia a entrevista:
R7 – O que você tem a dizer sobre as acusações feitas por Felipe Ricotta?
Marcelo Adnet – Eu não tinha me manifestado porque até então eram críticas subjetivas como nos momentos em que ele me chama de chato ou de mandão. Eu aceito críticas. Agora, a partir do momento em que ele abriu aspas para dizer que eu falei “eu sou f… tanto faz quem está do meu lado”, ai fiquei muito chateado, porque eu jamais diria isso, nem de brincadeira. Não acredito que sou f… e também porque acredito que quem está do meu lado faz a maior diferença. O programa Comédia MTV, por exemplo, é um programa novo que aposta na reunião de talentos. De jeito nenhum proíbo as pessoas de fazerem coisas ou mando fazerem tal cena. Agora, esta frase colocada na minha boca é que foi péssima, porque eu sou cobrado por isso. As pessoas na rua, no dia a dia, falam: “pô você expulsou ele de lá, poxa você tratava ele mal?”. Não, não era isso.
R7 – Você queria a demissão dele?
Adnet - O problema da demissão dele é uma questão entre ele e a MTV. Não tenho nada a ver, simplesmente contracenava com ele. E respeitava muito o Felipe. Tratava com carinho, abria as portas de casa para ele e hoje fiquei muito triste por ver isso acontecendo. Trabalho como ator há sete anos e nunca tinha passado por isso de alguém que trabalha comigo falar coisas mentirosas a meu respeito. Minha mãe ficou super nervosa com isso, assim como pessoas de dentro da MTV ficaram horrorizadas com esse tipo de declaração. A única coisa que eu quero que as pessoas saibam é que eu nunca disse essa frase e não acredito nisso.
R7 – Ele disse que você queria contracenar com seu amigo Rafael Queiroga no 15 Minutos desde o começo. É verdade?
Adnet - Quando o Rafael Queiroga foi contratado para o lugar dele, eu nem sabia. Além de atuar, escrever e trabalhar nos bastidores, o Queiroga já estava contratado em 2009, não foi nem uma contratação para tapar buraco, não. Eu não tive nada a ver com a saída do Felipe Ricotta, pelo contrário, banquei a presença dele no início. Jamais tirei ele da MTV ou do programa. Mas ficou uma situação muito chata pra mim, porque as pessoas tomaram isso como verdade, que eu o tratava mal, que eu dizia que sou f… como ele afirmou. Isso é um absurdo! Fiquei chateado como ser humano e como amigo dele. Porque tratei ele como um amigo e jamais esperava que isso fosse acontecer.
R7 – Como assim você bancou a permanência dele no 15 Minutos?
Adnet - Não quero polemizar mais não. Bancar no sentido de que quando fui convidado pra fazer um programa aqui e eu pedi que colocassem uma pessoa do meu lado, uma pessoa com quem pudesse falar e interagir. Quando o nome dele surgiu, fiquei animado, a MTV também ficou e nós decidimos que ele ficaria fixo no programa. Mas a questão de ele ser escada, eu não vou nem entrar, porque é uma questão secundária, eu estou aqui trabalhando como funcionário da MTV. Mas nosso relacionamento nos bastidores era normal. Não tínhamos uma relação conflituosa, foi uma surpresa tudo isso. Sempre que posso, falo do trabalho dele na imprensa. Porque era uma vontade dele mesmo seguir a carreira musical, uma coisa que ele me dizia o tempo todo. Quando ele saiu, até pensei que seria bom, pois ele poderia se dedicar a isso. Eu não esperava mesmo que ele me agredisse dessa forma.
R7- Como e quando você ficou sabendo da demissão dele?
Adnet - Na verdade, fiquei sabendo nas voltas das minhas férias, agora em 2010. Mas, até então, não estava sabendo de nada, porque aqui a gente trabalha muito. Tenho um dia a dia muito corrido, e estava sem descanso há um ano e meio. Tirei dez dias de férias e, quando voltei, ele não estava mais. Não participei desse processo. Se ele teve algum problema com a MTV, não posso meter a colher na relação dele com a empresa. Do meu lado, só fico triste com declarações que me atingiam, coisas que são mentiras. Se você quiser, você pode ligar para um diretor que trabalha aqui que também ficou revoltado com essas mentiras, porque as pessoas leem o R7 e as pessoas, quando leem uma coisa na imprensa, tomam como verdade. Fico pensando apenas que ele poderia ter dito isso pra mim e não falar via imprensa. Acho que roupa suja se lava em casa. Critica é positiva, é bacana pra crescer, mas mentira não é bacana.
R7 – Ele disse que não topou trabalhar no Furfles MTV porque o mesmo boicote acontecia com os outros colegas de trabalho. Como é seu relacionamento com o pessoal do Comédia MTV?
Adnet - O humor é divertido, é legal, mas trabalhamos muito. Programas de humor dão um trabalho imenso. E aqui somos muito amigos, uma superfamília. É uma coisa que eu prezo bastante na profissão em função dessa rotina desgastante. E não tenho pretensão de protagonizar as coisas. Quero dividir o espaço com as pessoas. Por isso, o Comédia MTV tem um elenco tão grande. Lá, as pessoas têm liberdade para fazer o que elas querem. Torço por todos os meus amigos. Inclusive para o pessoal que saiu da MTV e foi fazer o Legendários (Record). Tenho carinho com pessoas como o câmera que saiu daqui para a Record até o Mion mesmo, um cara que não tenho um contato imenso, mas já saímos juntos. A gente se respeita. Agora imagina você ler na internet pessoas te criticando por uma coisa que você não fez, inclusive ao contrário do seu perfil, isso que me deixou muito chateado.
R7- Você tem mágoa do Felipe Ricotta?
Adnet - Não tem mágoa não, inclusive acreditava que a gente fosse amigo, mas sei lá. Por mim, só queria muito que ele tivesse a humildade de desmentir o que ele falou, mas não tenho mágoas e também não espero que ele desminta. Eu consegui falar com ele depois que li a entrevista e ele falou que deturparam o que ele falou. Mas se é o que está escrito então é o que ele falou e estou respondendo a isso. Não quero saber se é mentira ou não. Sei que não se faz isso com uma pessoa que fez parte da sua vida e nunca te tratou mal. É a primeira vez que tenho de me pronunciar sobre um assunto como esse. Foi bem chato pra mim.
Nota da Edição: Tanto a entrevista dada por Felipe Ricotta quanto esta de Marcelo Adnet foram gravadas.

Marcelo Adnet agora divide o 15 Minutos com Rafael Queiroga, que substituiu Kiabbo - Foto: Kelly Fuzaro/MTV
Fonte: R7
Nota de Santi: CARÁTER acima de tudo, mascarado! O melhor? Marcelo foi um gentleman em sua resposta, não acham?
No Portal R7, ENQUETE: QUEM ESTÁ COM A RAZÃO? FELIPE RICOTTA OU MARCELO ADNET? DÊ SUA OPINIÃO!
Há pouco menos de 20 anos, o brasileiro descobriu uma outra forma de se fazer, ver, e, a princípio, também de ouvir TV. Era a MTV Brasil, que, a partir de outubro de 1990, começava a transmitir música jovem 24 horas por dia, via ondas UHF.
Esta história e a análise crítica você lê amanhã (terça, 13), no Caderno 2 .
Teremos ainda uma entrevista exclusiva com Cris Lobo (Diretora de Programação da emissora) e um artigo da jornalista e mestre em comunicação Juliana Gutmann.
A seguir, enrevistas exclusivas com dois nomes importantes da MTV de ontem e de hoje: o VJ Cazé Peçanha e a atriz Dani Calabresa.
Cazé dispensa apresentações: desde 1993 na emissora (descontado um ano na Rede Globo, em 2001), o VJ já fez zilhões de programas na MTV e hoje comanda o Jornal da MTV, que vai investir pesado na cobertura política (com destaque para as eleições de outubro) e conta com diversos colbaoradores de alto nível: Xico Sá, Marcelo Soares, Kid Vinil e Lúcio Ribeiro, entre outros.
Já Dani Calabresa é um dos rostos novos mais quentes da emissora. Engraçadíssima, ela comanda, ao lado de Bento Ribeiro, o Furo MTV, além de participar do Comédia MTV, possivelmente a melhor atração da programação 2010.
Sem mais, seguem as entrevistas com a rapaziada…
1. O que significa a MTV para você, um veterano da casa que já viu a emissora passar por várias fases?
Cazé Peçanha: Para mim, a MTV é muita coisa, foi lá que eu aprendi tudo, defini minha persona. A partir do terceiro ano eu já tava lá, então eu peguei uma fase muito bacana. Ela revolucionou a linguagem da TV, toda a parte visual, é uma emissora que trouxe um sopro novo, um frescor de coisas que a gente não via muito no Brasil, com os clipes, o lado irreverente e informal dos apresentadores. Para mim, a MTV era a coisa mais próxima da internet quando ela ainda não existia.
2. Sem ser saudosista, qual foi, na sua opinião, o seu melhor momento na MTV? O Teleguiado, o Casal Neura, o Jornal MTV ou algum outro? Ou cada programa teve seu momento e é tudo parte da sua evolução na emissora?
CP: Olha, eu tive vários momentos que adorei. O meomento atual é muito significativo, é o meu segundo ano no Jornal, com muita gente boa, como o Marcelo Soares, de quem sou fã, além de diversos talentos diferentes de outras áreas colaborando, o Xico Sá, o Lúcio Ribeiro, o Kid Vinil… A ideia de termos um time de colaboradores constituiu um momento muito especial para mim. Mas também já teve o Teleguiado, o VJ Por Um Dia, o Lendas do Rock, já fiz muita coisa que eu gosto, o Casal Neura.. Foi muita coisa!
3. Muitos anos atrás, você teve uma fase fora da MTV e depois voltou. Longe de ser um demérito, isso demonstrou sua identidade forte com a emissora. Você se imagina fora da MTV algum dia novamente?
CP: Ao longo desse tempo todo eu aprendi que se pode fazer coisas fora da MTV e continuar nela, então este é o melhor dos mundos para mim. Fico lá e faço o Gengibre, que é um twitter de voz que está no ar há uns dois anos, e inclusive estamos sorteado um ipad, participem! (risos) Também sou socio da Estricnina, que produz os desenhos animados da MTV. É possivel fazer MTV e outras coisas ao mesmo tempo que se complementam. Sair da MTV naquela época foi um grande aprendizado. Quer dizer: demorei, mas aprendi, né? (Risos)
4. Existe algum tipo de programa que vc gostaria de fazer na MTV algum dia e ainda não fez? Qual?
CP: Se você me perguntasse algum tempo atrás,seria o Jornal.Mas agora o que queremos é aprimorar. Estamos dando uma guinada agora, abordando temas mais quentes, estamos investindo mais em hard news. Já entrevistamos o Francisco Cembranelli sobre o caso Nardoni, o Gabeira sobre o adiamento da votação do Projeto Ficha Limpa, e estamos aproveitando a internet para ter uma cobertura maior. A ideia é ter uma equipe enxuta, mas que parece enorme.
Dani Calabresa
Dani Calabresa e Bento Ribeiro, no Furo MTV, em foto de Kelly Fuzzaro
1. Você é um dos novos rostos que estão dando uma nova cara para a MTV, com esse investimento forte em comédia. Como está sendo o retorno disso para você como atriz e comediante? Como é fazer comédia numa emissora que até algum tempo atrás era eminentemente musical?
Dani Calabresa: Esta sendo incrível! A MTV me da muita liberdade pra eu criar personagens, sugerir esquetes, piadas, textos, faco um trabalho autoral e com uma equipe muito bacana! Nem parece trabalho!rs Parece a “hora do recreio”!!! As gravações do “Comedia MTV”,são tão engraçadas e insanas, porque o elenco tem um monte de comediantes criativos que escrevem os próprios textos, então e uma loucura, todo mundo tem tantas ideias boas…e um clima delicioso e divertido. Eu me lembro quando eu assistia a MTV, e via o Mion fazendo os piores clipes, o Cazé, o João Gordo todos tão engraçados, e a mulherada sempre linda…nem acreditei quando me chamaram pra participar do piloto do Quinta Categoria em 2008. E um presente trabalhar na MTV!!!
2. Incialmente você começou fazendo participações no 15 Minutos, ainda no tempo do Kiabbo, como a vizinha no prédio do Adnet. Aos poucos, foi crescendo e desde o ano passado tem um programa próprio com o Bento Ribeiro (Furo), além de participar do Comédia MTV. Você sente que há espaço para crescer mais na emissora? Gostaria de ter um programa só seu, por exemplo? Como ele seria?
DC: Eu comecei como jurada no programa “Quinta Categoria”, ai acabei fazendo 2 participações no 15 Minutos, e em setembro de 2008 eu fiz o piloto de um telejornal engraçado que e o Furo MTV, junto com o Bento Ribeiro, que alem de companheiro de bancada se tornou um dos meus melhores amigos. E no verão eu fiz o Furfles junto com o Adnet, e agora to no “Comedia MTV” me esbaldando com as loucuras do elenco. Eu adoraria apresentar um programa no estilo do Quiz MTV, que era apresentado pela Adriane Galisteu e o Rafael do Baba Cósmica…era muito legal, era um programa de competição, bem divertido, E eu amava o programa “Fica Comigo” apresentado pela Fernanda Lima. Esses 2 eram os meus preferidos, adoraria apresentar algo parecido.
3. O Furo MTV é uma espécie de telejornal satírico das notícias do dia. As piadas já vem prontas no roteiro ou há espaço para improviso? Tem algum momento especialmente engraçado que aconteceu espontaneamente? Como foi?
DC: O Furo tem roteiro, com as noticias do dia e piadas sugeridas pelos nossos roteiristas (Bruno Motta comediante de stand up, Pedro Hmc, e o nosso diretor Rafael Blecher), eles são muito engraçados e sugerem coisas ótimas, porem sempre rola muito improviso durante as gravações. Eu e o Bento nos damos muito bem, e a gente enlouquece junto, somos “ousados”..as vezes ate demais rs!!! Então a gente nunca sabe como vai ficar o programa, dependendo do dia, se a gente tiver muito inspirado a gente acaba ignorando coisas ótimas do roteiro, porque criamos um monte de coisas na hora da gravação. Temos milhares de momentos espontâneos, eu choro de rir quando o Bento inventa alguma coisa absurda na hora e a gente vai embora esquecendo o roteiro.
4. O Comédia MTV é uma grande novidade na programação da emissora em 2010. A criação é coletiva, com os atores dando ideias para os esquetes ou vcs recebem os roteiros prontos para trabalhar em cima? Como está sendo o retorno desse programa para você?
DC: O Comédia e feito por roteiristas e ideias ou esquetes criadas pelos atores. A gente sugere muuuuita coisa, durante a gravação já surgem novas ideias, o programa e um Frankenstein! (Risos) Cabeça de um, braço do outro…e rola muito improviso! Ta muito legal! O Adnet e o Queiroga são os que mais colaboram com o roteiro, fazem músicas e clipes engraçadíssimos, estamos tendo um retorno bem bacana.
5. A comédia é uma das marcas fortes da MTV nesse momento atual, de 20 anos de implantação da emissora no Brasil. Como vc se sente sendo uma das novidades (ou fazendo parte dela) mais significativas da programação da MTV? Algum dia, você, que é atriz e não musicista, já imaginou que seria uma das estrelas da MTV? Como você resolve isso na sua cabeça? Ou é melhor deixar quieto para não quebrar o encanto – apesar de todo o trabalho duro que rola nos bastidores?
DC: É engraçado porque a minha irmã Fabi, ela é mais velha do que eu e ela adorava a MTV, e a gente brincava de ser VJ, de imitar os apresentadores..e hoje eu sou VJ mas não apresento um programa sobre música. O que pra mim é maravilhoso porque eu sou atriz comediante e a MTV me deu um programa cômico pra apresentar e outro pra eu interpretar as personagens que eu adoro fazer (velha, criança chatinha, empregada, imito a Luciana Gimenez, a Sonia Abrão, a Siri…) e o melhor de tudo e que eu trabalho com amigos comediantes que eu adoro e admiro, e a emissora me dá liberdade pra participar da criação dos roteiros, isso é impagável!
Fonte: A Tarde Bahia
Fonte: Adnews















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