
A próxima segunda-feira, dia 21, é o último dia da temporada do espetáculo“Z.É. (Zenas Emprovisadas)”, no Vivo Rio. Quem ainda não conferiu o festival de gargalhadas promovido pelas improvisações dos atores Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet, Rafael Queiroga e convidados, não pode perder essa oportunidade. “Z.É.” já foi visto por mais de 120 mil pessoas ao longo de oito anos de existência (veja vídeo com cenas do espetáculo).
Fernando Caruso, idealizador e diretor do espetáculo, atribui o sucesso a diversos fatores. “Começamos num momento de baixa do teatro nacional e oferecemos um espetáculo que se renovava, com convidados diferentes e com preços acessíveis, o que incentivou o retorno do público”, explica.
A ideia original veio da escola de teatro. Caruso percebeu que os exercícios de improvisação, parte fundamental da rotina do ator, eram material rico para ser apresentado. “Apresentação de improviso já existia fora do Brasil. Acredito que aqui, fomos os primeiros a fazer isso de cara limpa”, diz o diretor, referindo-se ao despojamento de acessórios e de cenário.
Com uma hora de duração, o espetáculo é dividido em três blocos: um esquete de humor, uma aula de teatro e jogos de improvisação fixos. Tudo inventado na hora, com a participação da plateia e de um ator e de um diretor convidados. Mais de 40 duplas já participaram. Só nesta temporada, marcaram presença Marcos Veras e Alexandre Régis; Leandro Hassum e Claudio Amado; Heloisa Perissé e Fernando do Val; Débora Lamm e Cico Caseira; Charles Paraventi e Claudio Torres Gonzaga; Mateus Solano e Carlos Thiré. As duas sessões do dia 21 terão a participação de Marcius Melhem e Marco Gonçalves.
Marcius Melhem é considerado uma tradição do “Z.É.”: o ator fecha todas as temporadas do espetáculo, sempre com recorde de público. Uma dessas noites atingiu o número de 1.267 espectadores, em três sessões seguidas. O “convidado vitalício” diz que o espetáculo é um eterno desafio e um grande prazer. “O ‘Z.É.’ traz a essência da minha escola de interpretação, o Tablado, onde experimentamos o palco soltos, sem redes de proteção”.
Essas redes, segundo Melhem, são o texto, as marcas, os ensaios, a direção. “Entramos apenas com a vontade de jogar. O resultado é sempre um momento único, que nunca mais vai se repetir. Tenho um carinho muito grande por esse trabalho e também orgulho de participar desde a primeira edição, quando era apenas para 30 pessoas”, conclui.
Quanto à temporada que se encerra no Rio, Fernando Caruso diz que no ano que vem a trupe segue com mais apresentações: “’Z.É’. é um vício. Enquanto houver empolgação, vamos fazê-lo”.
Fonte: Página do Teatro
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